Perdi-me de amores pelo Bulova Accutron que via através da montra da Ourivesaria Falcão, na Covilhã, nos finais dos anos (19) 60. De desenho bonito e mercê do seu vidro transparente era visível a sua engrenagem mecânica. Mas, não passei da rua. Foi sempre um amor platónico… Por vezes dou comigo a pensar que foi este Bulova Accutron que deu o pontapé de saída para a inovação dessa dúzia (?) de relógios que andam para aí “todos cheios de nove horas” …
O meu primeiro relógio foi um Technos Select vindo das Terras de Espanha no tempo em que o escudo reinava sobre a peseta. Antes tinha espatifado, só para lhe ver o mecanismo, um relógio de bolso do meu pai.
Sim, tenho também o meu “Rolex”: Será mais um Pautex. Simples. De pau. Quadrado (mas não é a quadratura do círculo). Uma rosa-dos-ventos, com a respectiva agulha magnética – para nos nortear. Um chumbo na ponta do fio-de-prumo para manter a verticalidade do lugar, um vidro toscamente arredondado, os números até 12 em ordem não sequencial e eis “o meu rolex”: Relógio Solar mais do que centenário e de grande precisão desde que haja Sol





