Esta não lembrava nem ao diabo. Pela Portaria nº. 147/2011, o melro (e a mélroa) passam a ser caçáveis. Digo bem: Não lembrava! Mas… o diabo lembrou-se! Estes iluminados, uma espécie de aves de rapina, colocam assim o merlo na mira das espingardas. Tenho quase a certeza que andam tão distraídos, na sua passagem pela vida, que nunca viram um merlo ou então o confundem com um estorninho ou até com um corvo. O melro (Turdus merula), esse extraordinário cantor que, na Primavera, oferece à sua amada uma das mais belas serenatas de toda a passarada! Ainda a madruga vem no alto, já ele canta cheio de felicidade e de cio. Terão, aqueles senhores, notado a qualidade e quantidade do seu reportório? Vários cantos? e chamamentos? Que o canto do melro que vive nos centro urbanos é diferente (mais curto) do que vive no campo (mais longo e melodioso)? Não, eles não sabem. Nem querem aprender. Pensa-se que haja em Portugal entre duzentos mil e dois milhões de melros (??). Ora, se cada caçador pode matar 40 melros por dia, e sabendo-se que o número de caçadores registados é de 200.000 mil, logo no primeiro dia de caça temos de IMPORTAR melros…
(O melro é a ave nacional da Suécia. Um País nórdico, culto, rico…)
Petição Diga não à caça ao Melro.