terça-feira, 7 de abril de 2009

NO RELÂMPAGO QUE RASGA, SECANTE

NO RELÂMPAGO QUE RASGA, SECANTE

Se pudesse encontrar dos olhos o olhar leve

E imperceptível que hoje se abriu ao longo do rio, na margem,

Imagem

Única e inacessível ao espaço deste corpo breve

Se o teu caminho seguisse pelos passos que no chão gravaste em arte

Com o coração a bater de Brel a música e o compasso

Espaço

Teria, infinito, onde possível, possível fosse poder amar-te.

Não quiseste que assim acontecesse, pelo acaso, por ser destino, por estar determinado

Ou para que eu rodasse, enlouquecesse, perdido, na cor do sol, amarela

Mas porquê hoje, nesta tarde, sem razão, p’lo destino, pelo fado?

E afinal fugiste no relâmpago que rasgou secante

Para que ficasse banhado de ténue sombra de aguarela

Sem olhar leve, sem corpo breve, sem voo que cante.

(José-Alberto Marques*, Hiperlíricas, © Campo das Letras – Editores, S.A., 2004)

*Meu professor de português nos anos (19)60 – na Escola Técnica Campos Melo da Covilhã.

domingo, 29 de março de 2009

Vestígios (PREC) Históricos…

Com a cortesia de Pedro Pedro, na sua busca de informação para a sua tese de doutoramento, junto do Arquivo Histórico Militar, mostro dois documentos (um não datado),que referem a passagem de elementos do MFA pelo Sobral (e arredores) no período que se seguiu ao 25 de Abril de 1974. (Para leitura clique nas imagens)

quarta-feira, 25 de março de 2009

XISTOSIDADE (5)

Este rio que não é um rio, alisa-me pedaços esmiuçados das minhas memórias, eu rio

(-me), em silêncio…

quinta-feira, 19 de março de 2009

(Os) Traços e (os) laços…

(Trabalho de Mariana Diogo, 9 anos)

E lá mesmo, no fundo dos (seus) mares, a Mariana encontrou este golfinho para me oferecer.

Gostei do golfinho e do gesto…

Um beijinho

quarta-feira, 11 de março de 2009

Numa manhã suave de Outono...

Estes dedos que dedilham enquanto o forno espera…

quinta-feira, 5 de março de 2009

POESIA (Haikai)

Na pedra fria, onde o ouvido se demora, cantou a água. ************************** No escuro canto – sobre a mesa, na jarra – rosas, choram pétalas. ************************** Chego à janela e chamo pelo sono, que se demora. ************************** Acenam loucas – no estendal – as roupas, do casal feliz. [João Alexandre, in “Entre o Dia e a Noite” (100 Haikai), edição – Gráfica do Tortosendo, Lda.) apoio Câmara Municipal de Belmonte]

quarta-feira, 4 de março de 2009

À volta do Haikai...

A minha ignorância, ignorada. Há cerca de um ano, ouvi, pela primeira vez, falar de Haikai, forma poética, com origem no Japão e de Matsuô Bashô (1644-1694), que foi o seu criador. Mais tarde no Brasil, foi dotada de algumas regras que não evitaram ou que até contribuíram para o aparecimento de outras correntes Kaikaianas. Trata-se, pois, duma poesia que com o mínimo de palavras pretende atingir o máximo da beleza poética. Isto aconteceu depois do início da minha “actividade” de blogger, com o nascimento do nasciaqui. Ou seja, já estou a ganhar…