Este rio que não é um rio, alisa-me pedaços esmiuçados das minhas memórias, eu rio
(-me), em silêncio…
E lá mesmo, no fundo dos (seus) mares, a Mariana encontrou este golfinho para me oferecer.
Gostei do golfinho e do gesto…
Um beijinho
Na pedra fria,
onde o ouvido se demora,
cantou a água.
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No escuro canto
– sobre a mesa, na jarra –
rosas, choram pétalas.
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Chego à janela
e chamo pelo sono,
que se demora.
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Acenam loucas
– no estendal – as roupas,
do casal feliz.
[João Alexandre, in “Entre o Dia e a Noite” (100 Haikai), edição – Gráfica do Tortosendo, Lda.) apoio Câmara Municipal de Belmonte]
Foto:Jornal Público
Coimbra do choupal, dos doutores, dos amores, tem as suas mágoas que o seu Mondego, com as suas bazófias, já não lava...
Querem amputar-lhe parte do seu choupal e enterrar (novamente) parte do seu passado.
O azar:
- O padre Estevão Cabral, em 1791, tinha mesmo de planear o choupal precisamente no sítio que no Séc. XXI seria necessário ao novo traçado do IC2…
- E na procura incessante do seu passado, brindada pela sorte, encontrou vestígios do antigo convento de S. Domingos – Séc. XIII – que vai ser, por certo, novamente enterrado…
Boa… Quem foi que disse que Coimbra é uma lição?