terça-feira, 24 de julho de 2007
segunda-feira, 23 de julho de 2007
segunda-feira, 16 de julho de 2007
Em voltas com a Luz….

1. Goethe,
homem de estado, poeta e cientista alemão, prestes a morrer, terá exclamado “Mehr licht!” – Mais luz! Seria interessante saber se foi o poeta ou cientista que falou. Como poeta poderia ter toda a luz do Mundo. Como cientista e olhando de soslaio, no campo da óptica, para Isaac Newton, tinha certamente necessidade de “mais Luz” para poder afirmar que Newton estava errado.
homem de estado, poeta e cientista alemão, prestes a morrer, terá exclamado “Mehr licht!” – Mais luz! Seria interessante saber se foi o poeta ou cientista que falou. Como poeta poderia ter toda a luz do Mundo. Como cientista e olhando de soslaio, no campo da óptica, para Isaac Newton, tinha certamente necessidade de “mais Luz” para poder afirmar que Newton estava errado.
2. A Luz Oblíqua
A luz oblíqua da tarde
Morre e arde
Nas vidraças.
Nas coisas nascem fundas taças
Para a receber,
E ali eu vou beber.
A um canto cismo
Suspensa entre as horas e um abismo.
A vibração das coisas cresce.
Cada instante
No seu secreto murmurar é semelhante
A um jardim que verdeja e que floresce.
(Sofhia de Mello Breyner Andressen, em Dia do Mar, Editorial Caminho)
3. LUZ
Todo o deus é Deus em cada som
cada púcaro de barro
ou fio de azeite
Toda a flor é flor em cada estame
Ou folha. Toda a flor é Deus
Em cada grão de pólen.
Toda a mãe cortando o pão
Está no centro das estrelas.
Toda a luz
(José Fanha, em Tempo Azul, Campo das Letras)
3. À luz das estrelas
À luz das estrelas
o seu olhar
emprestava.
Passado
algum tempo
todo o universo
a mirava.
(João Alexandre, em Emoções, Edição: Câmara M Belmonte)
3. LUZ
Todo o deus é Deus em cada som
cada púcaro de barro
ou fio de azeite
Toda a flor é flor em cada estame
Ou folha. Toda a flor é Deus
Em cada grão de pólen.
Toda a mãe cortando o pão
Está no centro das estrelas.
Toda a luz
(José Fanha, em Tempo Azul, Campo das Letras)
3. À luz das estrelas
À luz das estrelas
o seu olhar
emprestava.
Passado
algum tempo
todo o universo
a mirava.
(João Alexandre, em Emoções, Edição: Câmara M Belmonte)
sábado, 14 de julho de 2007
Ontem-2

E vai daí, ontem, pensei, também, em Teilhard de Chardin. Nos meus anos 20, falaram-me dele. Do Jesuíta e do paleontólogo, do cientista e do pensador (pareceu-me vê-lo, ao de leve, no filme, As Sandálias do Pescador). Mercê dos seus estudos e ideias que não colheram a bênção dos seus superiores, foi proibido de ensinar, de escrever, de publicar as suas obras. Um belo dia (dia de Páscoa – 10 de Abril de 1955) morreu o Homem. E mesmo assim, os seus superiores, da Praça de S. Pedro, continuaram a silenciá-lo.
Mas, sinto a sua contínua agitação cósmica…
(Os Torquemadas continuam ou nunca descontinuaram?...)
Por isso, ontem, os meus olhos estiveram perto das lágrimas.
Mas, sinto a sua contínua agitação cósmica…
(Os Torquemadas continuam ou nunca descontinuaram?...)
Por isso, ontem, os meus olhos estiveram perto das lágrimas.
Ontem-1
Ontem, andei, por aí, triste. Um amigo, o Joaquim, morreu. Em 1975, o café do Max tinha vida(s). Agarrados às mesas. A luz parecia que nasci ali todos os dias. Ali. Os sonhos eram os nossos – de cada um. E havia muitos. Gestos também e erguiam-se no ar – livres. As vidas, essas, alinhavam-se nesta contínua vereda cósmica.
terça-feira, 10 de julho de 2007
Albertine Sarrazin

Albertine Sarrazin
1967-07-10
Hoje, falo (de falar) :
Da ladra, da prostituta, da escritora. Falo pouco.
Por falar. Foi há 40 anos a sua morte. Numa sala de operações, em Montpellier. O rim deu parte de fraco. Mas, fraco, fraco era o anestesista. Não era diplomado. Não a viu, nem lhe fez qualquer exame antes da operação. Morreu, no auge da sua criação literária. Posteriormente a sua escrita foi objecto de estudos na Faculdade e serviu de base a várias teses.
Livre, libertadora ou libertária?
1967-07-10
Hoje, falo (de falar) :
Da ladra, da prostituta, da escritora. Falo pouco.
Por falar. Foi há 40 anos a sua morte. Numa sala de operações, em Montpellier. O rim deu parte de fraco. Mas, fraco, fraco era o anestesista. Não era diplomado. Não a viu, nem lhe fez qualquer exame antes da operação. Morreu, no auge da sua criação literária. Posteriormente a sua escrita foi objecto de estudos na Faculdade e serviu de base a várias teses.
Livre, libertadora ou libertária?
sábado, 7 de julho de 2007
Eu sei

Eu sei. Nós sabemos: Há só uma Terra.
Do Homem e dos Bichos.
Da memória lembro:
- Os trincaldos da minha ribeira de infância que corria cristalina das firmes fragas da Cabrieira;
- As águias do Tarrastal;
- O melro-peixeiro, lindo e veloz, que se escondia para lá da cascata da levada, no barroco de Carvalho.
— Onde estão?
Hoje e aqui pensemos:
- em Félix Rodrigues de la Fuente e nos seus “Planeta Azul” e “El hombre Y la Tierra”;
- em Jacques Cousteau e no seu “Calipso”.
Faça-se Luz disse Deus.
Pleneta Terra, hora do Sol, em dia de Live Earth,
faça-se Luz …
Do Homem e dos Bichos.
Da memória lembro:
- Os trincaldos da minha ribeira de infância que corria cristalina das firmes fragas da Cabrieira;
- As águias do Tarrastal;
- O melro-peixeiro, lindo e veloz, que se escondia para lá da cascata da levada, no barroco de Carvalho.
— Onde estão?
Hoje e aqui pensemos:
- em Félix Rodrigues de la Fuente e nos seus “Planeta Azul” e “El hombre Y la Tierra”;
- em Jacques Cousteau e no seu “Calipso”.
Faça-se Luz disse Deus.
Pleneta Terra, hora do Sol, em dia de Live Earth,
faça-se Luz …
sexta-feira, 6 de julho de 2007
Desenho
quarta-feira, 4 de julho de 2007
Quando nasceu
Quando nasceu
leram-lhe os direitos:
Tudo o que fizeres,
disseres ou pensares
será usado contra ti.
(João Alexandre, Emoções, 1997.
Edição da Câmara Municipal de Belmonte)
domingo, 1 de julho de 2007
Em memória de:
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