(... em turbulência)
Hino à naturezaVem ver, amor, a água do nascente
descendo pela encosta a saltitar
límpida, clara, fresca, a marulhar
melodias cantadas alegremente.
Vem ver o astro-rei lá no poente;
vem e escuta o hino, o chilrear
das aves puras, seu lindo cantar
que glorifica o todo Omnipotente!
Vem ver este lugar com os teus olhos,
o alto da montanha perto dos céus;
vem ver a sumptuosa natureza!
Vem, depois vais dizer como eu, enfim,
sabes, meu amigo, porque falo assim:
a natureza é do mundo a maior riqueza!
(Laureano Soares in Raízes de Ardósia)