
A criança fecha os olhos no muro
Conta o tempo que os amigos demoram
A transformar-se
Fecha os olhos no interior dos números
Olha para dentro e em redor e encontra-se
A si mesma
A criança pergunta se há-de ir ter consigo
Ela quer encontrar os amigos, ela quer
Que lhe respondam. Ela calcula a voz alta
A altura do muro, a progressão do silêncio
(Daniel Faria, Poesia – Edições quasi, Novembro de 2003)
2 comentários:
E ser criança é desde logo "inventar" que não pode haver muros mais altos que a imaginação e o sonho.
Por favor,continuemos todos a ser crianças!
Mariita,
E (lá)diz o poeta,António Gedeão "que o sonho comanda a vida/que sempre que um homem sonha"...
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