segunda-feira, 14 de março de 2011

SOBRALIDADE, a festa, ou último carro de bois do Sobral

1. A sobralidade estava ali. Viva e actuante. E era uma festa: Um carro de bois, sem bois, parado e livre. A garotada fazia então a festa, deitava os foguetes e apanhava as canas. A alegria era Rainha. Quem não gostava nada, mesmo nada era o dono do carro. O carro era o seu ganha pão. E quando se dava conta da invasão podiam chover pedras. Um fueiro ou, o mais grave, o tiro do carro partido era fundamento para a chuvada. O dono do carro de bois era o Ti-José (clégio). Terá sido o último carro de bois no Sobral? 2. A foto é da segunda metade da década de 1970/1980. E se bem me lembro, um dos garotos era um dos filhos da Sra. Ermelinda; a garota logo atrás do rapaz que está de perfil era filha do Zé do Carro (taxista e Presidente da Junta); as outras garotas eram filhas da Sra. Maria Geraldes. E estava “estacionado” detrás da Sacristia junto duma casa que foi comprada pelo Ti-João (Serrão). Que será feito destes e destas senhoras, nesse dia tão felizes? Constou-me que ainda existem no Sobral restos deste carro de bois.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

SOBRALIDADE!

Aquele olhar que olha!

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Diz a árvore

Diz a árvore

ao gato: - vem ver a lua,

tenho ramos novos!

(João Alexandre; Poemas; Entre o Dia e a Noite (100 Haikai)

sábado, 15 de janeiro de 2011

SOBRALIDADE!

O homem (Ti-João dos Tamancos): João dos Santos, muito próximo de sua casa e o Sol!

domingo, 5 de dezembro de 2010

...E POVO QUE REZA

(Missa na Portela em honra de Santa Bárbara, 1975.)

“POVO QUE CANTA”

Em homenagem a todos aqueles que na minha infância, para espantar os males da dureza da vida, enchiam os montes e vales do Sobral, com lindas canções, ao sachar do milho, ao ceifar o centeio ou simplesmente a guardar as cabras:

Deixo-lhes aqui Catarina Chitas (Idanha-a-Nova), pela mão de Michel Giacometti, etnólogo francês que fez a recolha da música regional portuguesa, que também esteve no Sobral, nos anos (19) 60,tendo ouvido cantar várias mulheres. Não sei precisar o ano, pois não assisti, mas sei que uma dessas senhoras foi a mãe da Inocência, que morava, nas Vinhas, ao pé da casa Paroquial. Este etnólogo terá tido a colaboração do Sr. Padre Jaime Pinto Pereira, também etnólogo, que publicou 2 livros de canções recolhidas, na região. No Cancioneiro Popular Português, editado pelo Círculo de Leitores em 1981, faz referência a duas canções e agradece ao Sr. Padre Jaime, entre outros. Neste agradecimento Há um erro no apelido, no prelo terão em vez de “Pereira”, escreveram “Ferreira”. No entanto, nas pág. centrais do livro o nome está correcto.
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